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João Pessoa, outubro de 2019.

 

Minha trajetória de sofrimento se inicia na minha infância, aos 10 anos de idade, onde uma pessoa vizinha junto com sua esposa, fizeram as piores coisas que possa existir com uma criança (abuso sexual). Mas isso não me fez ter medo de ser feliz!

 Iniciei tratamento psicológico, dividi o problema com algumas amigas, mas nunca com minha família.

 

Tive um relacionamento com o irmão da minha melhor amiga e dele tivemos dois lindos filhos, porém a ele, nunca comentei sobre o que tinha me acontecido na infância. Vieram as cobranças por conta do meu jeito, pois eu não conseguia me soltar na hora do sexo, e confesso que nem me agradava muito ter relações sexuais. 

Como ele não entendia o motivo, se envolveu com uma menina, na época bem mais nova que eu, e me largou grávida do segundo filho, e nossa filha que já tinha 5 anos. Fiquei muito revoltada mas sobrevivi a esta fase ruim. Trabalhei com ajuda do meu pai e da minha mãe... criei meus filhos.

 

Hoje minha filha vai fazer 20 anos e meu filho tem 14, são meus presentes. Depois de três anos separada, me envolvi com uma pessoa na qual tivemos um relacionamento de 8 anos. Com ele foi diferente, consegui falar do meu problema da infância. No início ele até me ajudou, depois começou a reclamar para eu superar e vieram as brigas e terminamos. Neste mesmo ano, perdi meu pai num acidente trágico e fiquei desempregada. Pensei que ia morrer, tentei me jogar no mar, acabar com a minha dor, porém não consegui. 

Voltei a pensar nos meus filhos, minha mãe e amigas e voltei para terapia. Mas faltava algo para me dar vontade de viver. Me envolvi na igreja onde meu irmão é pastor e comecei a fazer trabalhos voluntários. Num domingo do ano passado, exatamente dia 29 de Julho, ao voltar para casa, me deparei com um carro onde duas pessoas me pegaram e me estupraram! Fiquei fora de mim, fui ao hospital, fiz todos os procedimentos, porém no dia 25 de Outubro de 2018, sofri uma trombose, na qual evoluiu para uma embolia pulmonar, fiquei internada um mês. Neste período, descobri que essa trombose tinha atingido uma veia do meu coração e uma parte do meu pulmão. Comecei a fazer acompanhamento para tratar e usar medicação muito cara, e neste intervalo, nada de trabalhar. A escola onde eu trabalhava me demitiu, e a outra onde eu ia começar, não pensou duas vezes em desistir de me contratar.

Fiquei pior com a medicação, meu útero começou a sangrar mais que o normal e o médico achou melhor fazer cirurgia histerectomia. Então, em Maio deste ano, fiz a cirurgia, porém 11 dias depois, descobri que estava com a minha bexiga perfurada. Entrei em desespero, o médico falou que eu iria ficar 28 dias de sonda. Foi um período muito difícil, usando fraldas geriátricas.

 

Deprimida demais, sem trabalhar, dependendo de todos para tudo, tive uma piora. E no dia 24 de Julho, fiquei internada novamente para tratar uma infecção urinária e infecção hospitalar. Aguardei a cirurgia na qual foi realizada dia 02 de Agosto. Ainda está bem recente, tentei tirar minha vida revoltada, porém Deus não permitiu. Estou em processo de recuperação, mas agora me sinto feliz porque posso dar o meu testemunho de sobrevivência!

 

E quanto às pessoas ruins que passaram pela minha vida, só posso agradecer, pois elas me tornaram essa mulher forte! Tem dias que acordo desanimada, mas quando lembro tudo que eu passei e hoje estou aqui, sei que não foi em vão. 

 

Tenho certeza que ainda serei muito feliz nesta vida!

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