Dra. Paula Cristina Pereira
Advogada formada pela UNISA – Universidade de Santo Amaro.
Inscrita na OAB/SP nº 354.379
Pós graduanda em Direito Homoafetivo e de Gênero pela UNISANTA –
Universidade Santa Cecília.
Membro da Comissão de Igualdade Racial da OAB/SP.


 

A MULHER CONTEMPORÂNEA E O MERCADO DE TRABALHO

 

A vida começa aos 40.
Quem nunca ouviu esta frase?
E no mercado do trabalho, isso procede?


A mãe comunica à família que agora, aos 40 anos, vai começar a trabalhar, ou seja, vai ter um emprego para além das tarefas domésticas. O espanto toma conta da casa. A família se pergunta o porquê dessa decisão; eles pensam que encarar o mercado de trabalho nessa altura é maluquice. Afinal, não será fácil competir com jovens recém-formados e cheios de energia. Porém, mulheres nessa faixa etária ainda têm muito a oferecer às empresas e mostram que não existe idade para recomeçar.


O empenho dessas mulheres em retornar ao trabalho nessa fase da vida é fruto de autoconhecimento e clareza de objetivos.

Muitas mulheres abriram mão da vida profissional e da carreira para cuidar da família.
Fazer 40 anos é um momento de repensar um pouco a nossa identidade: a busca de que mulher eu sou? O que quero fazer daqui pra frente? Simbolicamente, essa idade representa a chegada da maturidade, qualidade muito bem-vista no mercado de trabalho.


Aos 40, nós somos mais organizadas, temos maior comprometimento, maior responsabilidade, maior estabilidade emocional e familiar. 

 

O aumento da expectativa de vida da brasileira, que hoje está em aproximadamente 77 anos, também contribui para a entrada tardia no mercado de trabalho.


Muitas mulheres a partir dessa idade, resolvem investir em si mesmas, e a carreira é uma das opções: ter sucesso profissional, independência financeira não tem preço.


E porque não agora?

Mas uma coisa é muito importante: para voltar ao mercado, é preciso suprir as falhas na formação, ou seja, investir em um curso de línguas, de informática ou uma pós-graduação. Nunca é tarde para voltar a estudar e lembre-se, aprendizado nunca é demais.


Sempre digo que os cursos e as viagens que fazemos, ninguém tira de nós, é algo tão nosso que fica marcado na nossa alma. Os cursos de formação, tanto os acadêmicos quanto os profissionais, são indispensáveis, pois uma coisa é certa, o mercado de trabalho é bem exigente.


Mas não desanime! Lute pelos seus sonhos. O que você quer como realização profissional?

 

Pense nisso e vá em frente.


Um ponto de destaque a favor das mulheres com mais de 40 anos, é que pesquisas realizadas em departamentos de recursos humanos, afirmam que essa faixa etária tem um perfil desejado pelas empresas.


Uma característica muito requisitada atualmente é a habilidade relacional, ou seja, os empregadores procuram pessoas capazes de se relacionar bem com colegas e chefes, que tornem o ambiente de trabalho o mais agradável possível.


A mulher contemporânea é mais ativa, saudável e preparada, mas mantém a habilidade de gerenciar conflitos. Elas já administraram brigas de filhos, problemas com marido, disputas familiares durante toda a vida, desta forma sabem lidar com pessoas.

Bom, para quem está pensando em voltar ao mercado de trabalho, deixo aqui algumas dicas:

- Pesquise uma área de trabalho que te interesse;
- Invista em cursos de reciclagem;
- Acredite que você ainda é capaz;
- Lembre-se: Estudo nunca é demais;
- Pesquise empresas que adotam o regime de inclusão social;
- Nunca minta, seja verdadeira em suas entrevistas de emprego;
- Fale de forma segura;
- Demonstre vontade de aprender;
- Aprenda novas línguas

Para finalizar e tocando na parte jurídica da coisa, é importante destacar que a Constituição Federal nos traz o princípio fundamental da isonomia, que diz que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações.

Já no roll dos direitos sociais trabalhistas, o artigo. 7º da Constituição Federal, estabelece a proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei, bem como a proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil.

Desta forma, cabe a todas nós fazermos valer os nossos direitos.

Invista na sua realização profissional e siga em frente!

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